Quais exames são necessários para diagnosticar o AVC?

shutterstock 187067549 O acidente vascular cerebral (AVC), também conhecido como acidente vascular encefálico (AVE), ou derrame cerebral, mata cerca de seis milhões de pessoas por ano. Segundo a Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares, SBDCV, e a Academia Brasileira de Neurologia, ABN, essa é a primeira causa de morte e incapacidade entre os brasileiros.

Existem dois tipos de AVC. O gênero isquêmico e o hemorrágico. Responsável por cerca de 80% dos casos, o isquêmico ocorre no momento em que os vasos são obstruídos por um coágulo, que impede a chegada de sangue e oxigênio ao cérebro. O AVC é considerado hemorrágico quando há um rompimento desse vaso e, consequentemente, um sangramento intracraniano.

Ao identificar um ou mais indícios é fundamental que a pessoa procure ajuda profissional para fazer um diagnóstico através de uma tomografia ou ressonância magnética, que podem ser realizados em hospitais ou laboratórios de imagem. A maior parte dos exames são feitos no momento da emergência. Entre os principais estão:

  • Tomografia Multislice de crânio;
  • Ressonância Magnética crânio encefálica;
  • Glicemia;
  • Eletrólitos séricos;
  • Ureia sérica e creatinina;
  • Enzimas cardíacas;
  • ECG;
  • Radiografia digital de tórax;
  • Hemograma

Outros exames serão solicitados de acordo com as alterações e fatores de risco como radiografia digital de tórax, ultrassonografia  de carótidas com doppler colorido, ecodoppler cardiograma, entre outros.

Quais são os sintomas do AVC?

 

Saber identificar os indícios do derrame cerebral é fundamental para que o paciente procure um especialista o mais rápido possível e faça os exames diagnósticos. Se o atendimento for feito em até quatro horas e meia o risco de sequelas diminui consideravelmente.

A gravidade dos sintomas é relacionada com o tamanho da área do cérebro atingida. Veja quais são os principais sinais:

  • Paralisia de um lado da face, membros superiores e inferiores;
  • Dor de cabeça sem motivo aparente;
  • Vertigem;
  • Alterações visuais;
  • Alterações na fala;
  • Desequilíbrio em decorrência de náuseas e vômitos;
  • Sensação de formigamento nos braços, pernas e rosto;
  • Convulsão.

Fatores de risco e prevenção

O AVC é mais comum em idosos, pois fazem parte de um grupo de risco. Porém, também pode acontecer com pessoas mais novas, dependendo dos hábitos diários e fatores genéticos. Hipertensão arterial, arritmia cardíaca, diabetes, obesidade, sedentarismo, consumo de álcool e tabagismo são as principais causas da doença cardiovascular.

Por isso, manter uma alimentação saudável e balanceada, praticar exercícios físicos, evitar fumo e álcool são práticas fundamentais. Controlar os níveis de colesterol e a hipertensão arterial também fazem parte da lista de cuidados para diminuir os riscos.

 

Como é o tratamento do AVC?

 

O tratamento do AVC isquêmico consiste na desobstrução do vaso ocluído. O paciente recebe trombolítico na veia para normalizar a circulação. A reabilitação vai depender das características de cada caso.

Se for detectado AVC hemorrágico, após os primeiros socorros é necessário acompanhamento para que não ocorra outro AVC. Nessas circunstâncias pode ser necessário fazer uma cirurgia para retirar o sangue do cérebro ou administrar medicamentos específicos. No caso de sequelas, em ambos os casos, é fundamental acompanhamento de profissionais especializados.

Alguns pacientes podem apresentar paralisia e dificuldades para realizar tarefas da rotina diária.